Se por alguma razão existe uma certa pressão ou restrição em algum aspecto da vida, é natural nos sentirmos incomodados e logo clamar pela tal "liberdade". Mas são justamente essas situações que devem levantar a questão sobre o que é a verdadeira liberdade.
Na maioria das vezes é mais fácil saber o que não queremos. Uma situação que traz aborrecimento, incômodo, irritação faz aflorar dentro de nós o desejo de nos libertarmos dela o mais breve possível. Mas aí fica a questão: "sei muito bem o que eu não quero... mas o que eu realmente quero? O que é que vai me trazer a verdadeira liberdade?"
Quando sabemos o que realmente queremos fica mais fácil optarmos e obtermos a verdadeira liberdade. Mas para se saber o que realmente queremos, a busca pelo autoconhecimento é imprescindível. Não existe outro caminho.
Devemos aprender a escutar de forma profunda e verdadeira qual é a revelação -- ou revelações -- feita pela nossa alma, ou seja, pela nossa verdadeira essência.
Muitas vezes a percepção do queremos hoje é completamente diferente do que quisemos ontem, e muito provavelmente será diferente também do que se desejaremos amanhã. Essa consciência da própria mutabilidade a que todos estamos sujeitos mostra que um certo grau de autoconhecimento já foi alcançado, e isso faz com que as nossas escolhas sejam mais conscientes. A mutabilidade acontece porque não estamos habituados a escutar a nossa alma, mas sim, a nossa mente.
O que a mente deseja é passageiro, é temporário. Uma vez alcançado o objeto desse desejo, logo outro aparece. É um caminho sem fim. O desejo mutável é aquele que nasce da nossa mente, que se baseia em expectativas e anseios em relação a objetos externos.
O que a alma nos revela é eterno. Essa revelação estará sempre presente pois se baseia em algo que está dentro de nós, que é parte da nossa verdadeira essência. Nossa alma é que nos mostra o caminho da verdadeira liberdade. Por ser uma liberdade consciente e verdadeira ela é também abrangente e envolve a tudo e a todos ao seu redor.
A alma é mais sutil do que a mente. Para escutá-la de verdade é imprescindível aquietar a mente. Neste caso, o caminho a ser trilhado é o da meditação que deve ser praticada com despojamento de valores e atitudes.
É importante não confundir as revelações feitas pela nossa alma com os apelos da mente. Cabe a cada um de nós a capacidade de distingui-los. Essa capacidade se desenvolve naturalmente à medida que progredimos no caminho do autoconhecimento. Quando se é verdadeiramente livre, não existe situação externa, qualquer que seja, que afete esse estado de liberdade.
Liberdade verdadeira é um estado permanente pois se origina na nossa alma que é uma parte da grande Alma Universal, que é imutável e eterna.
O autoconhecimento e a liberdade são
obtidos através das revelações feitas pela nossa verdadeira essência.
1 comment:
"... Se por alguma razão existe uma certa pressão ou restrição em algum aspecto da vida, é natural nos sentirmos incomodados e logo clamar pela tal "liberdade". Mas são justamente essas situações que devem levantar a questão sobre o que é a verdadeira liberdade .... "
Porque é que não lhe aconteça quando estamos muito felizes?
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